A Netflix se pronunciou sobre as declarações das operadoras
brasileiras, cujos executivos acusam serviços de streaming de não pagar
os impostos necessários. Em evento ocorrido na última semana, o
representante da Vivo, Rafael Sgrott, chegou a dizer que o “concorrente não está preocupado com ICMS porque não paga ICMS”.
“Se há um desequilíbrio, seja por uma regra tributária, seja por
regulações, precisa ser corrigido. Tenho que executar x relatórios para
comprovar minha qualidade, mas tem uma pessoa na Califórnia que não
pensa em nada disso, só em performance e em como melhor atender o
cliente”, atacou Sgrott.
A Netflix Brasil lembrou que, por estar baseada em solo brasileiro,
precisa respeitar a legislação local, o que inclui pagar o que o governo
cobra pela sua atuação no país. E foi enfática: “A Netflix Brasil (...)
paga todos os impostos devidos.”
O mercado também reclama que a Netflix não paga o Condecine
(Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica
Nacional), taxa de R$ 3 mil sobre cada título disponível. “Sobre o
Condecine, aguardamos para trabalhar com a Ancine enquanto eles discutem
sobre os serviços de VOD e OTT”, respondeu a empresa.
As operadoras estão incomodadas porque o modelo de streaming tem
crescido rapidamente no Brasil e serviços como a Netflix podem começar -
se já não começaram - a tirar clientes da TV paga tradicional. No meio
dessa polêmica ainda surgiu uma estimativa, divulgada pelo Notícias na TV,
indicando que a Netflix deve faturar mais de R$ 500 milhões no país até
o final do ano, o que é mais que as receitas de RedeTV! e Band.
Fonte: Olhar Digital
Imagem: Netflix
